TGB (Tuba, Guitarra e Bateria) é
o nome de um trio que surgiu como aposta numa formação
pouco usual em termos instrumentais, quer pelo tipo de combinação
dos mesmos, quer pelo lugar móvel que estes ocupam na pirâmide
tímbrica.
O som TGB move-se num terreno próximo de
formações clássicas inusitadas da história
do Jazz e da música improvisada. O repertório viaja
pelo próprio “sketch book” dos três músicos,
bem como por compositores pragmáticos ou Picassianos (Thelonious
Monk, Eric Dolphy, Bud Powell) cujo relevo melódico/rítmico
é tão abrangente, que permite as mais audaciosas inversões
instrumentais.
Assim, este triângulo variável explode nos ritmos
de Alexandre Frazão, sopra na Tuba irrequieta de Sérgio
Carolino e rebate nos acordes de Mário Delgado.
Distinções:
o O concerto no Braga Jazz foi incluído na lista dos melhores
concertos de Jazz de 2003, pelo Diário de Notícias.
o O concerto no Festival de Jazz de Lagos foi incluído nos
melhores concertos do ano de 2004 pelo site JazzPortugal.
o Sérgio Carolino foi considerado músico português
em destaque pelo mesmo site.
o O CD TGB foi incluído na lista dos melhores discos de
2004 pela revista Blitz e jornais Expresso e Diário de Notícias.
o O tema “Só” foi incluído no CD “Exploratory
Music from Portugal” lançado pela revista WIRE no final
de 2004.
o O disco “TGB” foi galardoado com o Prémio
Carlos Paredes em 2005
Crítica:
... E se era certo que os sons latinos Ray Vega fariam sucesso,
já a reacção aos portugueses e inovadores TGB
não deixou de surpreender. São conhecidas algumas
formações inusitadas no jazz. Em Portugal, o guitarrista
Mário Delgado e o baterista Alexandre Frazão acrescentaram
mais uma à lista ao juntarem-se a Sérgio Carolino,
e à sua tuba. O efeito é raro, e resulta. Quem pensa
que aquele metal enorme está limitado a uns compassos de
baixo em fanfarras, terá de comprar o disco, a lançar
lá para Maio, para sentir como o músico da Orquestra
Nacional de Lisboa o transformou num instrumento versátil,
capaz de assumir o ritmo tanto quanto a melodia e de conviver com
a electricidade que Delgado gosta de tirar às suas cordas.
Em jeito de ante-estreia, um público embevecido assistiu
na noite de sábado a um típico concerto sem fronteiras
de estilos, com o mesmo espaço para o puro experimentalismo,
o Rock e até a pop, que entrou no alinhamento com uma belíssima
versão de “Só” de Jorge Palma…
(in Público / Abel Coentrão)
SÉRGIO CAROLINO - tuba
MÁRIO DELGADO - guitarra
ALEXANDRE FRAZÃO - bateria |