Sítio das Fontes - Estombar, Lagoa
18, 19 e 20 de Junho 2010
 
TGB(Portugal)

TGB (Tuba, Guitarra e Bateria) é o nome de um trio que surgiu como aposta numa formação pouco usual em termos instrumentais, quer pelo tipo de combinação dos mesmos, quer pelo lugar móvel que estes ocupam na pirâmide tímbrica.

O som TGB move-se num terreno próximo de formações clássicas inusitadas da história do Jazz e da música improvisada. O repertório viaja pelo próprio “sketch book” dos três músicos, bem como por compositores pragmáticos ou Picassianos (Thelonious Monk, Eric Dolphy, Bud Powell) cujo relevo melódico/rítmico é tão abrangente, que permite as mais audaciosas inversões instrumentais.

Assim, este triângulo variável explode nos ritmos de Alexandre Frazão, sopra na Tuba irrequieta de Sérgio Carolino e rebate nos acordes de Mário Delgado.

Distinções:

o O concerto no Braga Jazz foi incluído na lista dos melhores concertos de Jazz de 2003, pelo Diário de Notícias.

o O concerto no Festival de Jazz de Lagos foi incluído nos melhores concertos do ano de 2004 pelo site JazzPortugal.

o Sérgio Carolino foi considerado músico português em destaque pelo mesmo site.

o O CD TGB foi incluído na lista dos melhores discos de 2004 pela revista Blitz e jornais Expresso e Diário de Notícias.

o O tema “Só” foi incluído no CD “Exploratory Music from Portugal” lançado pela revista WIRE no final de 2004.

o O disco “TGB” foi galardoado com o Prémio Carlos Paredes em 2005

Crítica:

... E se era certo que os sons latinos Ray Vega fariam sucesso, já a reacção aos portugueses e inovadores TGB não deixou de surpreender. São conhecidas algumas formações inusitadas no jazz. Em Portugal, o guitarrista Mário Delgado e o baterista Alexandre Frazão acrescentaram mais uma à lista ao juntarem-se a Sérgio Carolino, e à sua tuba. O efeito é raro, e resulta. Quem pensa que aquele metal enorme está limitado a uns compassos de baixo em fanfarras, terá de comprar o disco, a lançar lá para Maio, para sentir como o músico da Orquestra Nacional de Lisboa o transformou num instrumento versátil, capaz de assumir o ritmo tanto quanto a melodia e de conviver com a electricidade que Delgado gosta de tirar às suas cordas. Em jeito de ante-estreia, um público embevecido assistiu na noite de sábado a um típico concerto sem fronteiras de estilos, com o mesmo espaço para o puro experimentalismo, o Rock e até a pop, que entrou no alinhamento com uma belíssima versão de “Só” de Jorge Palma…

(in Público / Abel Coentrão)

SÉRGIO CAROLINO - tuba

MÁRIO DELGADO - guitarra

ALEXANDRE FRAZÃO - bateria

DIA 17: 21H30  voltar »