A partir de 2001 a OJM torna-se
na primeira orquestra de jazz nacional a encomendar obras a compositores
portugueses. Essa ideia culmina com o concerto de encerramento da
Porto 2001 na área do jazz, onde a OJM,
dirigida por Zé Eduardo, interpretou obras
de: António Pinho Vargas, António Pinto, Bernardo
Sasseti, Carlos Azevedo, Laurent Filipe, Mário Laginha, Pedro
Moreira e Zé Eduardo. Nesta ocasião participaram como
músicos convidados três solistas de prestígio
mundial: Bob Berg, Ingrid Jensen e Conrad Herwig. Desde então,
a OJM passa a ter, a par do seu repertório
de autor, a vontade de se tornar numa orquestra versátil
com capacidade para interpretar outros programas.
Em 2002, a maturidade e o nível da orquestra são
reforçados através da parceria com o prestigiado Remix
Ensemble num concerto em que é interpretado a música
do célebre disco da dupla Miles Davis/Gil Evans “Sketches
of Spain” dirigida pelo maestro Stephan Ashbury.
Durante 2003 a OJM com o apoio do IA/IPAE e da
Casa da Música, convida a prestigiada e histórica
compositora Carla Bley para dirigir a sua música no grande
auditório da Casa da Música, integrado numa iniciativa
chamada de “Festival em Obra Aberta”. Neste concerto
a OJM viu-se reforçada com a presença
de Steve Swalow e Gary Valente.
A actividade musical da orquestra tem continuado desde então
com inúmeros concertos não só em Portugal mas
também na vizinha Espanha. Em 2004 o seu repertório
original é mais uma vez renovado, convidando dois dos melhores
saxofonistas de jazz da actualidade: Mark Turner no Teatro Rivoli
e Festival de Jazz de Guimarães; Rich Perry no CCB e no Teatro
de Vila Real.
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